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Batendo Matraca

Xiru Missioneiro

"o toque tá bonito pra bater matraca, parceiro".
Foi depois de um retosso, num surungo crenudo
Lá me fui macanudo, nem o diabo me ataca
Da minha guampa algum trago pra esquentá a garganta
Na garupa percanta, vou batendo matraca
Eu já meio floreado, laçado a meia esparda
Mas pra mim pouco importa, tamanho da ressaca
Apertando a tibúrcia, igual queijo no cincho
Desdobrando o bochincho, vou batendo matraca

Batendo matraca, me vou estrada afora
Retinindo as esporas no tranco do mouro
Cantando as vanera do baile da esquina
Do cheiro da china,
Mas bah companheiro, grudadito no couro.

Se arrastou pro meu rancho, pra ela fiz a proposta
Vem cumê cosa grossa, sarabuia e mandioca
Num fundo de campo, o lugar é um capricho
Pra morar e criar bicho, pra ti bater matraca
Admiro a coragem, de uma china gaudéria
Arresorvida e séria, que num macho se atraca
Lá se vai na garupa, dum xirú macanudo
Desses peão bem cuiúdo, batendo matraca

" De quando em vez, dou uma volta na macega,
Dou-lhe um beijo num cantil de cabreúva de primeira.
E pra tirar o cheiro da cachaça de barril,
Mastigo bem uma fôia de pitangueira,
Esvazio a bexiga trato um pente na gadeia,
Xirú veterano sabe o carrero das paca.
Vorto pra sala atuacola
Numa dança enrrolado nas trança, vamo batendo matraca".

Se deu isso comigo, num surungo da esquina
Fim do baile uma china, na minha frente se empaca
A tirei da garupa, do meu mouro carancho
Foi comigo pro rancho, pra bater as matraca
Me boleei lá no rancho, no rincão do sossego
Fui resvalando os pelêgos e afrouxando a guaiaca
Me grudei no perqueta, que já estava incendiando
No borraio rolando, fomo batendo matraca.


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