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Domador do Rio Grande

Amonta de novo meu compadre ferra perna
Carga de laço esse beiçudo excumugado
Não te encabula se o povo der risada
Tu não tem curpa dele ter te derrubado
Aqui na estância nossa doma é desse jeito
Caímo tombo e não fiquemo encabulado
Com o chapéu batemo a poeira da bombacha
E novamente já saímo enforquiado

Aqui na estância quando nóis bamo domá
Enche de gente quando sabem desse boato
Gostam de vê um cola suja veiaquiando
E um peão no lombo bem igual um carrapato
É um romorão se estravindo campo afora
Que até parece que vai passando um ajato
De quando em vez se ouve estalo de mango
Um ginete pitando no lombo dum veiaco

E o nêgo piá peão mais véio lá da estância
Quaje morreu numa rodada que levo
Ficou bem tonto agarrado num pau-ferro
Lá na ladeira quando o beiçudo rodou
E o paisandu se rachou bem pelo meio
E o crinudo só pros corvo se prestou
Quebrou o pescoço e foi morrer lá na canhada
E do apero muito pouco que resto

Por isso eu peço para todos meus amigos
Prestá atenção na hora que vão domá
Aperte bem o bocal e o arreio
E olhe pro céu um pouco antes de amontá
Peça pra deus que lhe dê uma proteção
Faça uma prece nem que não saiba rezar
Sarte pra o lombo e se firme nos arreio
Sobrando a vida pos o resto que se vá.


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